Brincadeira é coisa séria. Brincar faz parte do desenvolvimento infantil.

Brincar é um direito de todas as crianças. Além de um direito é uma necessidade. Pular, correr, imaginar e criar contribui para o desenvolvimento mental e motor das crianças.

“Toda e qualquer brincadeira é benéfica para o desenvolvimento da criança. É um equívoco pensar que as brincadeiras possam ter conduções para melhorar um ou outro domínio do desenvolvimento humano”, explica Mônica Caldas Ehrenberg, professora doutora da Faculdade de Educação da USP, especialista em Cultura Corporal, mãe de Theo e Melissa.

Toda brincadeira traz benefícios em mais de uma área do desenvolvimento físico, motor e emocional, além de trazer a noção de regras, respeito e convívio social, ensinando de forma lúdica a lidar com perdas e frustrações.

“O desenvolvimento da criança acontece através do lúdico, ela precisa brincar para crescer. É brincando que ela se satisfaz, realiza seus desejos e explora o mundo à sua volta”, afirma Deborah Moss, neuropsicóloga, mestre em desenvolvimento infantil pela USP.

Cabe a nós, adultos, proporcionar e estimular atividades que promovam o desenvolvimento de modo geral, e que sejam divertidas. É ai que entram os Brinquedos Educativos. Brinquedos que tem por base o principio de que o brinquedo por si não faz nada, depende da interação e da ação da criança para a brincadeira acontecer.

“A brincadeira desenvolve todas as questões cognitivas, sensoriais, visuais e auditivas que a criança necessita ter nesse primeiro desenvolvimento antes do processo de leitura e escrita”, diz Sheila Leal, especialista em desenvolvimento infantil, psicopedagoga e fonoaudióloga com especialização em dislexia.

Antes da criança sentar em frente a um caderno e começar a ser alfabetizada, ela precisa brincar muito e se divertir para que o desenvolvimento físico, o raciocínio lógico e a criatividade possam dar suporte à educação. Assim, todo o aprendizado se tornará mais leve, fluido e dinâmico. 

“Os pais podem estimular constantemente que as crianças observem, testem e experimentem suas hipóteses. Precisam respeitar as tentativas e erros dos filhos e, junto com eles, aprender a lidar com a frustração quando as coisas não acontecem conforme o planejado”, esclarece Claudia Panizzolo, professora de pós-graduação em educação do curso de pedagogia da UNIFESP e assessora pedagógica da escola Paulistinha de Educação – UNIFESP.

“Brincadeiras em grupo que requerem atenção e resolução como pega-pega, entra habilidade, esperteza, raciocínio de antecipação e até ética. Integrar irmãos nas brincadeiras é incrível”, diz Karina Rodrigues, psicóloga e neurocientista, mãe de Letícia.

Não é necessário nenhum tipo de brinquedo sofisticado ou uma infinidade de produtos para se criar uma brincadeira. O que precisamos é estimular e reforçar a “viagem da imaginação” e a “criatividade” de nossas crianças que, muitas vezes, acabam limitadss pelas telas dos Tablets.

Jogos eletrônicos também são importantes para o desenvolvimento e estimulam muitas partes do cérebro, mas não podem ser a única brincadeira. “Com a questão do mundo digital precisamos tentar manter o equilíbrio e não oferecer somente isso para os nossos filhos. Questões auditivas, sensoriais e o olho no olho, às vezes são muito melhores do que somente a tecnologia”, explica Sheila Leal, especialista em desenvolvimento infantil, psicopedagoga e fonoaudióloga com especialização em dislexia.

A interação com o outro, o seguir regras, a troca de experiência e emoções é essencial. Mas não é necessário rigidez, podemos permitir que a criança mude as regras de um jogo, basta combinar tudo antes de começar e seguir o que foi acordado. Jogo de cintura, adaptação e criação livre só traz benefícios no futuro.

“Elas conseguem visualizar soluções diferentes para os problemas. Isso se transpõe para a vida adulta,”, diz Yuri Busin, psicólogo.

Fonte: Revista pais e filhos, blogs e leituras em geral

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